Normas

Nos meus primeiros estudos de paleografia portuguesa apercebi-me logo que diverge o interesse paleográfico do historiador do interesse que um linguista tem num determinado texto, seja este medieval ou mais moderno.

Na realidade, observa-se que cada investigador vai fazendo as suas transcrições próprias de textos manuscritos ou impressos, o que faz com que a utilidade do texto seja restrita para o ramo de investigação da qual este faz parte. A existência de transcrições e edições feitas com critérios divergentes leva ao surgimento de tradições divergentes de muitos textos que raramente podem servir para os fins de investigadores de mais de um ramo.

No que respeita à tradução manuscrita, verifica-se que os paleógrafos ficam sem muitos dos necessários conhecimentos linguísticos que lhes façam compreender o que se transcrever. Por outro lado, os linguistas ou os editores de textos literários normalmente só tem poucas noções de paleografia (por tratar-se de um objecto de estudos que habitualmente não faz parte do currículo do romanista moderno, mesmo que esteja interessado na diacronia).

A finalidade de evitar problemas de compreensão ligados a textos manuscritos, proponho que as transcrições sejam feitas tomando em consideração todos os aspectos gráficos do texto original. A par desta edição diplomática, ou melhor paleográfico-linguística, pode-se proceder sem problemas a fazer uma edição paralela, mais ou menos modernizada.

Sempre quando possível, os textos que se encontram nesta página são feitos segundo as minhas normas de transcrição. É óbvio que estas não são definitivas mas representam um catálogo do que eu próprio costumo observar na edição de textos antigos, independentemente do material de suporte.

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